AVISO IMPORTANTE

Projeto prevê desenvolvimento e caracterização de bioprodutos e busca o controle de pragas em culturas agrícolas

segunda, 16 de setembro de 2019.

Projeto prevê desenvolvimento e caracterização de bioprodutos e busca o controle de pragas em culturas agrícolas

O projeto “FRACIONAMENTO E CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DE DIFERENTES BIOPRODUTOS PARA O CONTROLE DE DOENÇAS E PRAGAS” é um estudo coordenado pelo engenheiro de alimentos, professor Dr. Marcio Antonio Mazutti. O projeto tem como objetivo a separação e caracterização de biomoléculas presentes em amostras usadas para o desenvolvimento de defensivos biológicos, visando a avaliação individual no controle de doenças e pragas em culturas agrícolas.

À esquerda - testes realizados em laboratório - Departamento de Química - UFSM
Ao centro - cromatógrafo
À direita - equipe realizando análises no laboratório
 

Segundo o professor Marcio a justificativa do estudo se dá pelo fato de o mercado de defensivos agrícolas biológicos no Brasil registrarem possíveis crescimentos de 15% a 20% nas vendas dos próximos anos de acordo com projeções da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico - ABCBIO.

O segmento foi favorecido pelos recentes e graves problemas fitossanitários surgidos em algumas culturas no Brasil e pela decisão tomada pelos organismos certificadores em permitir que os defensivos biológicos fossem registrados por alvo, possibilitando a utilização em todas as culturas. Por outro lado, o número de novas empresas que entram neste mercado também vem crescendo. Este fato gera a necessidade de apresentar produtos inovadores a uma velocidade maior para conquistar novas fatias do mercado.

No entanto, o desenvolvimento de novos bioprodutos requerem o investimento na estruturação de um laboratório de P&D - pesquisa e desenvolvimento - (conjunto de conhecimentos, métodos e instrumentos) e contratação de pesquisadores. Para muitas empresas isto se torna inviável em função do alto custo.

A alternativa é terceirizar todo (ou em parte) o processo de desenvolvimento de novos produtos. Nesse sentido, o desenvolvimento de parcerias com universidades e centros de pesquisa é a melhor alternativa para as empresas, pois não necessitarão de investimentos na compra de equipamentos e na contratação de pessoal especializado. Dentro deste contexto, o BIOTEC FACTORY da UFSM se apresenta como uma alternativa para as empresas que produzem e comercializam defensivos biológicos, como é o caso da BIOVALENS empresa de Uberaba - MG.

O BIOTEC FACTORY é um laboratório de P&D com foco no desenvolvimento de bioprocessos e bioprodutos para aplicação no controle de pragas que atacam as culturas agrícolas e que são responsáveis pelas perdas na pós-colheita. Conta com qualificado corpo técnico e infraestrutura física que possibilita a execução de todas as etapas do desenvolvimento de um bioproduto que vai desde a manutenção, isolamento e identificação de microrganismos, passando por fermentação, separação/purificação e identificação de biomoléculas até a etapa de formulação e avaliação da eficiência dos produtos. Para o professor Márcio a FATEC trabalha no desenvolvimento e parceria do projeto facilitando a vida do pesquisador a partir do gerenciamento administrativo de seus recursos. A colaboração da FATEC é imprescindível para viabilizar a formação de parcerias público-privadas para o desenvolvimento de projetos de PD&I - pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Kelly Martini MTb 123.25
Assessora de Imprensa da FATEC

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Equipe do grupo de Pesquisa em Medicina Equina da UFSM recebe reconhecimento em prêmio conquistado na XX Conferência Anual da ABRAVEQ em SP

segunda, 09 de setembro de 2019.

Equipe do grupo de Pesquisa em Medicina Equina da UFSM recebe reconhecimento em prêmio conquistado na XX Conferência Anual da ABRAVEQ em SP

Na XX Conferência Anual da ABRAVEQ – Associação Brasileira de Médicos Veterinários de Equídeos, ocorrido entre os dias 5 a 7 de julho de 2019, em São Paulo, foi apresentado o trabalho: “Efeitos Intra-Articulares da Ropivacaína em Articulações de Pôneis”. O trabalho teve a orientação do Médico Veterinário, professor Dr. Flávio Desessards De La Corte do Grupo de Medicina Equina da UFSM. A pesquisa desenvolvida era parte da tese de doutorado da Dra. Gabriele Biavaschi da Silva que conquistou o 2º lugar nas áreas de clínica e cirurgia da XX ABRAVEQ. O trabalho foi apresentado pelo doutorando Antônio Alcemar Beck Junior, também orientando do professor Flavio.

Antônio Alcemar e a Dra. Gabriele Biavaschi autora do projeto

O estudo investiga os potenciais efeitos tóxicos de anestésicos locais em articulações de equinos, visto que estes são utilizados de forma rotineira como auxilio diagnóstico nos exames de claudicação. Baseado em estudos prévios a pesquisadora recomenda cautela no uso e escolha do anestésico local devido ao risco do desenvolvimento de doenças articulares. Segundo a doutora Gabriele, a baixa toxicidade da ropivacaína em articulações de humanos levantou a possibilidade de testar este fármaco em equinos. Ela salienta que o objetivo da pesquisa foi avaliar, de forma comparativa, os efeitos da ropivacaína 10mg/ml e solução de NaCl 0,9% sobre o líquido sinovial, sinóvia e cartilagem de articulações tibiotársicas de pôneis.

Para realização do experimento foram selecionados oito pôneis, com tratamento da articulação com ropivacaína e a contralateral com salina. O estudo avaliou os efeitos pré e pós-infiltração através da análise do líquido sinovial e avaliação de marcadores inflamatórios da cartilagem. Os resultados demonstram que, embora a ropivacaína e salina produzam inflamação no líquido sinovial, estas não apresentam efeitos deletérios sobre a cartilagem. Segundo a Dra. Gabriele esta é a primeira pesquisa que avalia os efeitos da ropivacaína em articulações sadias de equinos e apesar dos bons resultados, a Dra. enfatiza que é preciso efetivar ainda mais os estudos para conquistar ainda mais qualidade nos resultados, pois a similaridade nos níveis de expressão das cartilagens tratadas com ropivacaína e salina sugerem que o fármaco é uma opção segura para o uso IA (intra-articular).
É importante salientar que a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de ética animal da UFSM e conta com a parceria da FATEC no custeio de seus recursos.
Kelly Martini – MTb 137.25
Assessora de Imprensa da FATEC

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