Projeto do CCR – UFSM sobre sistema de produção de arroz e soja contempla produtividade e sustentabilidade na produção de grãos

segunda, 17 de junho de 2019.

 

Projeto do CCR – UFSM sobre sistema de produção de arroz e soja contempla produtividade e sustentabilidade na produção de grãos

O projeto “Tecnologias para Produção de Soja, Arroz Convencional e Orgânico e Avaliação do Impacto Ambiental em Sistemas de Produção de Arroz em Terras Baixas” é coordenado pelo engenheiro agrônomo, professor Dr. Enio Marchesan do Departamento de Fitotecnia do CCR – UFSM, e vai ser conduzido por seu Grupo de Pesquisa em Arroz Irrigado e Uso Alternativo de Várzeas (GPAI) nos próximos quatro anos.

As ações de pesquisa propostas nos diferentes subprojetos desse trabalho visam atingir três principais objetivos:

- desenvolver tecnologias que promovam sustentabilidade na busca de maior potencial produtivo de cultivos agrícolas como soja e arroz em ambiente de terras baixas com menor impacto ambiental, como baixa emissão de gases de efeito estufa, menor uso de água, redução nas perdas de solo, uso de fertilizantes e recursos naturais, além da redução de estresses por deficiência hídrica ou de oxigênio;

- identificar práticas de manejo que possibilitem a realização da atividade agrícola utilizando manejos mais conservacionistas, mobilizando menos o solo, mantendo-o coberto com palhada ou plantas de cobertura, com ciclagem de nutrientes no sistema;

- desenvolver tecnologias para a produção de arroz orgânico, particularmente quanto a nutrição de plantas e controle de plantas daninhas, que é uma nova linha de pesquisa do Grupo, na tentativa de atender a demanda de determinado segmento de consumidores.

Visitação de participantes: alunos, pesquisadores, produtores e empresas

Segundo o professor Marchesan o estudo observa que a Região Sul do Brasil responde por cerca de 80% da produção nacional de arroz, concentrando-se nos estados do RS e SC; sendo que a produção ainda é realizada predominantemente na forma de monocultivo de arroz, com problemas de rentabilidade. Assim, sistemas de produção que envolvem diversificação de cultivos e manejos mais conservacionistas representam avanços na melhoria do ambiente de produção. As pesquisas têm mostrado que o cultivo da soja em terras baixas em sucessão com o arroz é fundamental para a lavoura de arroz, mas é necessário o desenvolvimento de tecnologias de produção que reduzam os estresses das plantas e com isso, se obtenha menor variação de produtividade entre os anos e ambientes.

A drenagem das áreas e a presença de camada compactada próximo à superfície do solo estão entre os principais fatores de risco. Ainda segundo o coordenador do projeto, fora o conhecimento específico de cada cultivo, utiliza-se pouco as plantas de cobertura de inverno e o manejo das palhadas dos cultivos, no período da entressafra, como forma de proteger o solo e manter os nutrientes no sistema melhorando aspectos de qualidade do solo.  Com isso, há a necessidade de gerar informações de um sistema de produção envolvendo todos os dias do ano, de forma integrada, e não apenas de cultivos isolados. No caso do cultivo do arroz orgânico é preciso um cuidado especial, devido não se poder utilizar defensivos de cultivo convencional. A parte de nutrição de plantas e de controle de plantas daninhas estão entre os principais entraves tecnológicos.

Equipe do professor Enio Marchesan no Dia de Campo na Área Didático Experimental de Várzea - UFSM

Conforme detalha o professor, as pesquisas têm como foco o produtor rural, que tem que se manter no sistema, o consumidor que tem que ter alimentos de qualidade, o ambiente que tem que ser preservado, contemplando também, as famílias dos envolvidos diretamente no processo de produção das propriedades.

Ainda segundo Marchesan, os experimentos realizados são desenvolvidos na área didático experimental da UFSM, tendo com isso rigoroso controle no acompanhamento dos experimentos, na qualidade dos dados produzidos e   no desenvolvimento de recursos humanos diferenciados para a atividade rural.

A área experimental é também utilizada para realizar ensino através de aulas regulares de alunos da graduação e da pós-graduação, o acompanhamento e a aplicação das tecnologias e a resposta dos cultivos, como numa espécie de linha do tempo do desenvolvimento das plantas. Esta técnica produz resultados excepcionais para consolidação do que foi visto na teoria, para aprender a observar e fazer diagnósticos e também, como forma de estimular a criatividade e a inovação.

A extensão é feita através de dias de campo, palestras, vídeos, divulgação de trabalhos técnicos e científicos, entre outras formas. Pela proximidade de comunidades rurais e pelo fácil acesso à área, a estratégia de dias de campo é muito utilizada, com diversos grupos e produtores e técnicos ao longo do ano. Técnicos e alunos de outras Instituições também fazem parte do público alvo de nossas ações de extensão.

Para o professor Enio Marchesan, a FATEC tem sido fundamental para dar agilidade na utilização de recursos financeiros e nas relações com os parceiros envolvidos nos projetos, o que possibilita a aplicação dos manejos necessários na condução dos experimentos, nos momentos tecnicamente indicados.

Kelly Martini MTb 137.25
Assessora de Imprensa da FATEC

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O Internato em Atenção Primária à Saúde no Curso de Medicina da UFSM: Contribuições Formacionais do Internato Regional

terça, 11 de junho de 2019.

Bom dia !
Com este projeto pretende-se que o Curso de Medicina forme um profissional  humanista,
crítico e reflexivo com princípios éticos em seus diferentes níveis de atenção,
capaz de promover a saúde integral do ser humano.
Congratulações ao seu Coordenador professor médico Dr. Gilmor José Farenzena
do Centro de Ciências da Saúde da UFSM e seus colaboradores.
Esta matéria pode ser vista também na nossa página no facebook:
https://www.facebook.com/FATECSM/
Uma boa semana a todos.
Adalberto Meller
Secret. Exec. da FATEC

 

 

 

Projeto do CCS atende as demandas de Atenção Básica em Saúde na Região Centro-Oeste com profissionais muito mais capacitados

O projeto “O Internato em Atenção Primária à Saúde no Curso de Medicina da UFSM: Contribuições Formacionais do Internato Regional” tem como coordenador o médico, professor Dr. Gilmor José Farenzena do Centro de Ciências da Saúde da UFSM. O projeto busca atender os objetivos de:

a) Incluir na formação do estudante de Medicina a possibilidade de relacionar os conhecimentos, habilidades e atitudes em situações da realidade de saúde e da assistência médica prestada à população ao nível da atenção primária a saúde;

b) Identificar espaços de assistência médica nos municípios da Macro Região Centro-Oeste do RS;

c) Construir parcerias da escola com as Secretarias de Saúde dos municípios e definir a interação institucional que traga benefícios mútuos;

d) Compilar dados de saúde e de atendimento das regiões em questão, buscando uma melhor compreensão do processo saúde-doença das populações;

O coordenador Gilmor explica que a justificativa do projeto está nas diretrizes curriculares nacionais (DCN, 2001; DCN 2014), para os cursos de graduação de Medicina que trazem a necessidade de formar um profissional generalista, humanista, crítico e reflexivo, com princípios éticos, no processo de saúde-doença em seus diferentes níveis de atenção, capaz de promover a saúde integral do ser humano.

Entrada dos alunos do curso de Medicina em sala de aula - Centro de Ciências da Saúde - CCS - UFSM

Além das situações únicas de cada pessoa, na instância dos municípios e destas regiões, as situações de saúde no seu conjunto tomam feições próprias, diferentes das que se apresentam nos dados aglomerados no estado ou país, importante para vivência, percepção e treinamento do futuro médico.

O currículo do curso de Medicina versão 2004 e 2016 da UFSM propõe e busca construir seus processos de ensino-aprendizagem, com uma estrutura e cenários de prática que atendem estas diretrizes. Algumas escolas já têm experiência nesta interação com os serviços e comunidade há bastante tempo. O exemplo mais antigo no Brasil é da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG que há 30 anos oferece aos seus estudantes o chamado internato rural com rico material publicado. A cooperação entre a escola, os serviços e a comunidade é ponto central da filosofia pedagógica, porque é no convívio com a realidade social, através de uma prática de ensino em novos cenários e o trabalho com os problemas reais que coloca professores e estudantes em movimento, criando novos espaços para debate, estimulando a superação de dificuldades, além de oportunizar a responsabilização social. O trato direto com a comunidade, proporciona ao aluno a vivência, desde cedo, com as reais necessidades de saúde da população, o conhecimento das doenças prevalentes da comunidade e o trabalho com a atenção primária à saúde. Entende-se que práticas desse tipo correspondem a uma forma de reafirmar o contrato social entre a escola médica e a sociedade, assegurando maior grau de responsabilidade social e noção do mundo real nos futuros profissionais, esclarece o coordenador Gilmor.

O coordenador explica ainda que devido a atualização realizada, no ano de 2004 a grade curricular do curso de Medicina da UFSM já vem realizando estas ações de prática incisiva. Ele comenta também que já foram 16 cidades atendidas pelo projeto e que atualmente são quatro: Santa Maria, Itaara, Agudo e Alegrete, cidades inseridas na Macro Região Centro-Oeste do RS e que são atendidas pela 4ª Coordenadoria Regional de Saúde do RS. Os convênios são firmados com as prefeituras destas cidades para a realização das ações de Atenção Primária à Saúde, com o Sistema Único de Saúde – SUS. O professor explica que são enviados alunos às cidades e que estes são supervisionados, a cada dois meses, com emissão de relatório com pareceres sobre as atividades e os casos abordados. Mesmo o projeto existindo há 12 anos, estando a frente das diretrizes do Ministério da Educação e Cultura – MEC, percebe-se que muito ainda precisa avançar.  

O professor Gilmor explica que o projeto inicial ocorre desde outubro de 2007 e se renova a cada ano, adquirindo novos ares. “Foi em reunião com os gestores da saúde dos municípios em questão que se constatou que mesmo sem pretensão avançamos no sentido de que os alunos que atenderam nas cidades dos internatos, acabavam voltando à elas para trabalhar de forma definitiva, depois de formados”, comenta o professor. Então, mesmo sem querer foram sendo corrigidas lacunas da falta de profissionais que antes existiam naquelas localidades. Segundo o professor Gilmor em 80% dos casos de acolhimento e atendimento de pacientes na Atenção Básica de saúde são eficazes para que o problema não evolua para alta complexidade. Então, inserir estes alunos na realidade destas cidades é promover uma experiência ímpar bem mais abrangente e rica.

Para o professor coordenador a parceria que a FATEC promove junto ao projeto em última análise, é que o mesmo se desenvolva, possibilitando, nesses anos, que mais de 400 acadêmicos do curso de Medicina tivessem em seu processo de formação uma imersão em Atenção Primária à Saúde nos municípios inseridos no projeto. 

Kelly Martini – MTb 137.25
Assessora de Imprensa da FATEC

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