A FATEC impulsiona a corrida espacial brasileira com o primeiro nanossátélite NanosatC-BR1 lançado de solo russo

quarta, 15 de outubro de 2014.

A Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência, com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do RS (MCTI) e o Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), injetam novo gás à corrida espacial brasileira. A missão faz parte do Programa Espacial Brasileiro (PEB) que lançou ao espaço o NanosatC-BR1, da cidade de Yasny, na Rússia, a bordo do foguete Dnepr, juntamente com mais 37 satélites, em junho último.

Com o objetivo de monitorar as condições geomagnéticas na superfície e órbita da terra, específicamente a região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul e do Setor brasileiro do Eletrojato Ionosférico Equatorial, o satélite NanosatC-BR1, testa a resistência à radiação em circuitos integrados que estão localizados no interior do satélite, e os resultados projetam o Brasil às futuras missões espaciais de maior empreendimento.

Segundo o Prof. Dr. do Departamento de Engenharia Elétrica João Baptista dos Santos do Centro de Tecnologia da UFSM, orientador do projeto - o Cubesat, circula em média a 600 Km de altura da superfície da terra, mede dez por dez centímetros e pesa aproximadamente um quilo, e dentro da caixa estão armazenadas três cargas úteis;

- um circuito integrado projetado pela Santa Maria Design House da FATEC,

- um magnômetro que armazena informações em código que são traduzidas à comunidade científica; estes dados são enviados quatro vezes ao dia à terra,

- e um hardware FPGA que deve suportar a radiação no espaço, em função de um software desenvolvido pelo Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) conta com a parceira dos: Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que também recebe e processa as informações, assim como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O professor João Batista salienta ainda, o empenho do Diretor do INPE/MCT e Gerente Geral do projeto, Nelson Jorge Schuch, e conta também com o auxílio de 25 profissionais e, alunos de graduação da instituição e engenheiros de tecnologia do INPE. Os resultados da empreitada prometem um vasto horizonte de empreendimentos para o Brasil: conquistar identidade e independência na tecnologia de desenvolvimento de satélites, que atualmente China e EUA se mantêm líderes no segmento. O sonho que chegou as estrelas poderá influenciar diretamente o cotidiano das pessoas, na prática poderá minimizar a radiação em pacientes que realizam exames de raio x e a ampliação do conhecimento militar, são bons exemplos para a vida na terra. O lançamento do NanosatC-BR2 já está previsto para 2015 e promete ser ainda mais desafiador.

VOCÊ SABIA QUE:

Nanossatélites são tipos de satélites artificiais chamados de cubesats que têm forma de cubo e possuem pequena dimensão, são leves, não pesando mais que um quilograma.