FATEC – UFSM e a Sociedade Extrativista de Tanino de Acácia – SETA, estão imbuídas de propiciar a expansão no reflorestamento

segunda, 19 de outubro de 2015.

Estima-se que são cultivados com acácia-negra aproximadamente 115 mil ha, em 15 mil propriedades rurais, e outros 30 mil ha, em empresas produtoras de tanino. A produção de acácia-negra está concentrada na área compreendida entre Nova Petrópolis, Santa Cruz do Sul, Herval e Santana da Boa Vista, distribuída em aproximadamente 100 municípios do Rio Grande do Sul. O mercado para este produto é superior a 250 milhões de reais a cada ano, distribuídos em 23% para casca, 41% para madeira energia e carvão e 36% para madeira celulose, este último, exclusivamente para a exportação.

Devido à redução da área como novos plantios, a equipe do professor PhD. Dilson Antonio Bisognin, do Departamento de Fitotecnia, está desenvolvendo um programa de melhoria da qualidade genética e fisiológica das mudas de acácia-negra destinadas ao reflorestamento, em parceria com a Sociedade Extrativista de Tanino de Acácia - SETA, o professor Dilson, seus alunos e os profissionais do setor com a Sociedade Extrativista, estão trabalhando com dados de sete anos de avaliação e pesquisa com 155 procedências de acácia-negra, introduzidas da Austrália, incialmente para selecionar plantas mais bem adaptadas dentro das melhores genética, segundo dados de altura e volume comercial e diâmetro a altura do peito.

As plantas selecionadas, representativas da variabilidade genética introduzida, serão a base para o estabelecimento de um programa de produção de sementes e mudas de alta qualidade genética e fisiológica.

O pesquisador que coordena o projeto, o professor Dilson, salienta que o projeto prevê o estabelecimento de um programa contínuo de produção de sementes e mudas e a definição de um esquema de melhoramento genético de acácia-negra.

As plantas selecionadas serão utilizadas para estabelecer áreas de produção de sementes e mudas de melhor qualidade, e proporcionar a recombinação genética entre essas plantas para a obtenção de materiais melhorados.

 

A condução de novos ciclos de recombinação e seleção possibilitam a identificação de plantas matrizes para a produção massal de mudas por miniestaquia, explica o professor Dilson.

Foi celebrado no mês de julho último, um acordo de Parceria para a Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico entre a FATEC – UFSM e a Sociedade Extrativista de Tanino de Acácia, com o apoio do Núcleo de Melhoramento Propagação Vegetação e Plantas – MPVP, do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais, o que tem proporcionado um reconhecimento ímpar ao professor Dilson, e que segundo ele, a FATEC pelo seu trabalho, tem propiciado e auxiliado a disseminação do conhecimento que se une à demanda de mercado e a pesquisa que é desenvolvida na Universidade, o que torna seu papel de suma importância para a ampliação e a expansão do saber em todos os sentidos.

Assessoria de Imprensa da FATEC

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