A FATEC – UFSM em parceria com o Departamento de Zootecnia da UFSM projeta a carne bovina gaúcha com vistas à uma melhor produção e qualidade no Brasil

domingo, 11 de janeiro de 2015.

Os professores,  Eng. Agrônomo Dr. e professor Adjunto Dari Celestino Alves Filho e o Zootecnista Dr. e professor Associado e coordenador do projeto Ivan Luis Brondani, são responsáveis pelo Projeto Cruzamento alternado contínuo de bovinos de corte das raças Charolês e Nelore que tem como objetivo avaliar o efeito do cruzamento das duas raças na produção de carne bovina.

O projeto que começou em 1984, já está avaliando a quinta geração de animais provenientes do cruzamento entre as raças Charolês e Nelore,  sendo um dos principais desafios do projeto, gerar conhecimentos que possibilitem aumentar a produção e melhorar a qualidade da carne, dentro de um sistema de produção que seja compatível e aplicável economicamente à pecuária nacional.

Os professores enfatizam o desenvolvimento do projeto e de seus subprojetos existentes, a importância de gerar recursos humanos, futuros profissionais e pesquisadores, através da formação que  se inicia na graduação e perpassa pelo mestrado e pelo doutorado.

Atualmente a equipe dos professores Dari e Brondani, conta com 50 acadêmicos e bolsistas no desenvolvimento de projetos de pesquisas e extensão universitária, onde a maioria das pesquisas estão relacionadas a dissertações de mestrado ou teses de doutorado. O Laboratório de Bovinocultura de Corte - LBC, onde os trabalhos são desenvolvidos, conta com uma área de aproximadamente 430 hectares em uma propriedade separada da Universidade pela Estrada de Pains. O LBC conta com confinamento, pastagens, armazém, galpão, maquinários agrícolas, uma estrutura completa que capacita os futuros profissionais em alto nível, tanto no âmbito da proposição, condução e interpretação de pesquisas como no âmbito da atuação em campo.

O graduando do curso de Zootecnia, John Lenon Klein, de Cerro Largo, reforça que o que mais importa no curso, é desenvolver técnicas para abastecer o mercado interno, tornando mais acessível a carne na mesa do brasileiro.

As graduandas Ana Paula Paim Pezzerico, de São Sepé e Fabiana Moro Maidana, de Júlio de Castilhos, são alunas da UNICRUZ e realizam estágio no Laboratório de Bovino de Corte, otimizando o “centro de ensino”, a Universidade Federal de Santa Maria, não só produz conhecimento, mas se expande, abrindo as portas para compartilhar suas conquistas e oportunidades, para que os alunos possam ampliar seus currículos, buscando novas experiências e possibilitando intercâmbio cultural entre outras instituições.

Alunos de todo o estado, se encontram e dividem suas experiências: Alisson Charão, de Itaqui, Rafael Bona, de Santa Maria, Mariana Carpes, de Porto Alegre, Bárbara Menna Barreto, de Rosário, promovem a troca de informações, quando observam suas propriedades e trazem para sala de aula a discussão sobre as suas necessidades, fora que participar de um projeto desde porte, capacita o profissional, a prioridade unânime dos alunos. O Eng. Agrônomo e Dr. em Fitotecnia, Emerson Dalla Chieza, de Ametista do Sul, reafirma as observações dos acadêmicos e acrescenta que ao estagiar no LBC também se aprende a mediar conflitos de ideias e interesses,  dentro das possibilidades oferecidas pelo LBC e ou numa propriedade rural, observando os recursos disponíveis, e que naturalmente surgem em um meio tão diverso.

O zootecnista, MSC e doutorando em Zootecnia Rangel Fernandes Pacheco, de Três Passos, destaca que as atividades sistemáticas que envolve a participação dos alunos no Laboratório permite que este desenvolva atividades de campo, gestão e pesquisa, percorrendo da capatazia da propriedade rural, até a gestão dos recursos e tomada de decisões a respeito do segmento científico do Laboratório. Sendo esse um processo longo de formação do aluno, que vai desde o ingresso dele no Laboratório ainda na graduação até a conclusão do doutorado, período esse que pode chegar a 10 anos de formação contínua. Rangel ainda destaca que a formação vai além da capacitação para o mercado de trabalho, uma vez que habilidades relacionadas ao trabalho em grupo são intensamente desenvolvidas.

O professor Brondani esclarece que no laboratório cada aluno tem sua função específica, graduação, mestrado e doutorado, no trato dos animais, nas responsabilidades com os maquinários, na execução das tarefas e na construção da pesquisa, que futuramente é o desenvolvimento das práticas na propriedade. Brondani salienta que todas as ações no laboratório, tais como a lida, o trato, a manutenção dos animais são devidamente registrados, e analisados estatisticamente, conduzindo para as avaliações posteriores de como prosseguir com a pesquisa, que é observada para ampliar a qualidade e a produção do gado de corte, o intento primário do projeto. O custo do projeto se mantêm com a venda dos animais que nascem no Laboratório e que são abatidos, num frigorífico previamente licenciado e que permite que parte da carne e carcaça do animal sejam estudados de forma minuciosa.

Para o professor Brondani, o curso de Zootecnia contava em sua maioria com alunos homens, o que não ocorre na atualidade. São as mulheres que dominam o curso, ele enfatiza que o mais importante não é a força bruta, o braço, mas o jeito, a perspicácia e a sensibilidade da mulher que está conduzindo o trato com os animais, sendo que muitas delas, intimidam os homens com a sua desenvoltura no transcorrer do curso.

O macro Projeto de Cruzamento em Bovinos de Corte envolvendo as Raças Charolês e Nelore, possui outros microprojetos relacionados as diferentes fases de produção, que vão do desmame até a terminação dos animais. 

Sem esquecer que é o olhar capacitado e observador que alimentam o boi no pasto e que tornam mais recheado o bolso do dono.

 

Kelly Martini

MTb 137.25

Assessora de Imprensa da FATEC