Projeto do LAPAM – UFSM desenvolve tecnologia que utiliza resíduos para produção de energia.

quinta, 18 de janeiro de 2018.

Processo de testagem do carvão.

O projeto “Estudo da viabilidade técnica da utilização de um subproduto gerado na produção de paletes na obtenção de carvão vegetal” possui como coordenador o professor Dr. Daniel Assumpção Bertuol, do Laboratório de Processos Ambientais, do Departamento de Engenharia Química, da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. Este projeto de pesquisa é desenvolvido em parceria com o setor industrial, e tem o objetivo desenvolver um processo de produção de diferentes tipos de carvão vegetal para diferentes aplicações, a partir de serragem de eucalipto, um subproduto da manufatura de paletes. O projeto pretende transformar um subproduto de baixo valor agregado em diferentes produtos com alto valor agregado, a partir da aplicação da pirólise (do grego pyro= fogo + lysis = separação, é uma decomposição termoquímica de material orgânico a temperaturas elevadas na ausência de oxigênio.O Grupo de pesquisa do LAPAM aprovou recentemente projeto junto à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - SDECT. Este projeto é relativo à aplicação da pirólise na obtenção de produtos com alto valor agregado a partir de resíduos de polímeros. Através deste foi possível estruturar um laboratório de ponta voltado ao desenvolvimento de diferentes processos de reciclagem e reaproveitamento de resíduos. O laboratório conta com diferentes equipamentos tanto para o desenvolvimento de novos processos como para a caracterização dos diferentes produtos obtidos.

Processo de testagem do carvão.

O projeto atual tem a intenção de dar sequência às atividades já realizadas, possibilitando o desenvolvimento de pesquisas que contribuam tanto para o desenvolvimento da indústria, quanto para a proteção do meio ambiente. O foco deste projeto é desenvolvimento tecnológico e a inovação, pois a proposta desperta o interesse do setor industrial, tendo o apoio da Madeireira Haas Ltda, que atua há 40 anos com produção de paletes.

A tecnologia a ser desenvolvida permitirá a obtenção de novos produtos com características diferenciadas, podendo gerar novos empregos e melhoria na renda, além de dar um destino correto para um resíduo, enfatiza o professor Daniel.

Para o coordenador a FATEC atua de forma decisiva para o desenvolvimento do projeto, agilizando sua execução e promovendo a integração entre o setor privado e a Universidade.

Kelly Martini – MTb 137. 25
Assessora de Imprensa da FATEC