Laudos Paleontológicos e Ações de Proteção e Valorização do Patrimônio Fossilífero.

terça, 17 de julho de 2018.

Projeto do CAPPA – UFSM promove a valorização e a proteção do patrimônio fossilífero tornando possível o fornecimento de laudos técnicos paleontológicos.

Fóssil de rincossauro encontrado em afloramento.

O projeto “Laudos Paleontológicos e Ações de Proteção e Valorização do Patrimônio Fossilífero” é coordenado pelo técnico administrativo em educação – TAE, biólogo, Dr. Flávio Augusto Pretto, do Centro de Ciências Naturais e Exatas do CCNE – UFSM e que tem como objetivos:
- Criar um mecanismo de disponibilização do pessoal e da infraestrutura do CAPPA - UFSM de modo a prover serviços ligados à consultoria ambiental, voltados para a paleontologia, junto a empreendimentos em áreas de risco ao patrimônio paleontológico;
- Realizar laudos técnicos e estudos de impacto ao patrimônio fossilífero;
- Propor programas de salvamento, monitoramento e valorização do patrimônio paleontológico;
- Realizar atividades de educação patrimonial voltadas ao patrimônio paleontológico;
- Captar por meio da prestação de serviços, recursos monetários de modo a contribuir com o custeio de despesas, aquisição e manutenção de equipamentos e atividades de pesquisas relacionadas ao patrimônio fossilífero, realizadas pelo CAPPA – UFSM.
Como justificativa do projeto Favio comenta a frequente demanda por serviços especializados em paleontologia, em virtude do crescente número de empreendimentos junto a jazigos fossilíferos em especial, mas não somente, no Rio Grande do Sul. O biólogo ressalta a riqueza de amostras encontradas na cidade de Santa Maria e seus arredores, justamente onde a Universidade Federal de Santa Maria – UFSM está localizada, através das diversas obras rodoviárias em realização.

Grupo de estudantes fazendo o trabalho de prospecção, em um afloramento da região.

Os empreendimentos por vezes, podem afetar as camadas de rocha onde se preservam os fósseis, e é necessário que este patrimônio seja salvo e removido, para permitir a continuidade das obras. Isto segundo ele requer o acompanhamento de paleontólogos habilitados a reconhecer e coletar os fósseis adequadamente. Esse pessoal capacitado agora está à disposição através da equipe do CAPPA – UFSM, que conta com outros três paleontólogos (Leonardo Kerber, Rodrigo Müller e Sérgio Dias da Silva), e a administradora Gisela Farencena, além de estudantes de graduação e pós-graduação dos cursos de Biologia e Geografia da UFSM.
Flávio fala também sobre algumas das últimas descobertas feitas pela equipe do CAPPA, incluindo uma nova espécie de dinossauro, o Bagualosaurus agudoensis, encontrado na região de Agudo, além de novos fósseis de Buriolestes schultzi, encontrado em  São João do Polêsine. Descobertas como essas só são possíveis graças à presença dos profissionais junto aos afloramentos de rocha, que dependem de constante monitoramento das localidades por parte dos especialistas.

Nesse sentido, o acompanhamento de empreendimentos, além de fazer cumprir a legislação relativa ao patrimônio pode também possibilitar que novas descobertas sejam feitas. Além disso, os recursos captados por meio da prestação do serviço de laudos técnicos custearão a manutenção e ampliação de pesquisas no CAPPA, bem como a aquisição e a manutenção de equipamentos e materiais.

A proposta do projeto se justifica pelo respaldo técnico e pela excelência das instalações e equipamentos que são oferecidos pelo Centro. Tudo isso somado ao corpo técnico qualificado que possui experiência na pesquisa e na prestação de serviços de consultoria paleontológica. O coordenador Flávio comenta a parceria com a FATEC, que julga ser fundamental para assessorar a ponte entre o CAPPA e a iniciativa privada, garantindo o gerenciamento adequado das questões financeiras e jurídicas referentes ao projeto, acrescenta ele.
Kelly Martini – MTb 137.25
Assessora de Imprensa da FATEC