Projeto do Departamento de Defesa Fitossanitária CCR – UFSM desenvolve Cursos Técnicos de Curta Duração para capacitar mais produtores com menor custo possível

segunda, 03 de setembro de 2018.

 

Projeto do Departamento de Defesa Fitossanitária CCR – UFSM desenvolve Cursos Técnicos de Curta Duração para capacitar mais produtores com menor custo possível

O projeto “Elaboração, Promoção e Divulgação Virtual de Cursos Técnicos de Curta Duração”, é coordenado pelo professor Dr. Adriano Arrué Melo do Departamento de Defesa Fitossanitária do CCR-UFSM. O objetivo do projeto de prestação de serviço é a disseminação do conhecimento técnico para o setor produtivo que se dá através da elaboração, promoção e divulgação virtual de cursos de curta duração, tendo como foco o agronegócio que compreende as seguintes áreas: 

-Defesa fitossanitária; Tecnologia de aplicação; Microbiologia do solo; Fitopatologia; Entomologia; Plantas daninhas; Química do solo; Física do solo; Gênese do solo; Produção de sementes; Morfologia vegetal; Fisiologia vegetal; Produção vegetal;

O professor justifica a execução do projeto no fato do agronegócio ser um dos setores mais importantes da economia nacional. Atualmente o seguimento representa 21% do Produto Interno Bruto–PIB do Brasil e é responsável por metade das exportações efetuadas, tendo um papel ativo no saldo positivo da balança comercial brasileira. A economia do país registrou no primeiro trimestre de 2018, o primeiro resultado positivo após dois anos seguidos no vermelho. O PIB cresceu 1% no período em relação ao quarto trimestre de 2016, onde o principal fator para este resultado positivo foi o desempenho do setor agropecuário que cresceu 15,2% em relação ao mesmo período de 2016 e 13,4% em relação ao quarto trimestre do ano passado, dados de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil–CAP.

Gravações das vídeo aulas dos cursos à distância

O setor agrícola representa atualmente 48% das exportações totais do país e é o que mais gera renda para o Brasil: As regiões que mais se beneficiam destes resultados positivos são: centro-oeste e o interior dos estados do Paraná e Santa Catarina. A soja liderou as exportações em maio de 2017 e foi responsável por 48,8% das atividades do agronegócio gerando um total de U$ 4,72 bilhões de dólares para o país, junto deste produto esteve o açúcar US$ 824,22 milhões, a celulose US$ 527,72 milhões e a carne US$ 1,22 bilhões. O bom desempenho do agronegócio está associado a uma série de fatores que incluem preço, clima, mecanização, adoção de novas tecnologias, entre outros. Destes, os dois últimos merecem destaque, pois impactam diretamente no número de pessoas empregadas no campo. Então, os profissionais melhores capacitados terão melhores condições para a expansão e a consolidação de suas atividades no campo, é neste sentido que se percebe a necessidade imprescindível de capacitação e qualificação dos profissionais que atuam no agronegócio. Por outro lado, muitos trabalhadores da área não conseguem realizar cursos presenciais (devido aos turnos de trabalho e a distância dos grandes centros, etc.) abrindo um campo para a formação à distância. Essa característica impõe a necessidade de se estabelecer a redução da distância, por meio da presença virtual com o objetivo de dar suporte à capacitação técnica. A utilização das tecnologias digitais tem favorecido o estabelecimento de novas formas de interação social. Estas ferramentas têm possibilitado a disseminação de informação e conhecimento em lugares ou tempos diversos. A busca por informações e treinamentos que possam capacitar os trabalhadores, reduzir custos ou incrementar a assertividade das operações agrícolas deverá ser tendência, pois até o momento são poucas as opções de plataformas ou fornecedores de soluções quando tratem da formação profissional à distância no agronegócio. Neste contexto, as universidades brasileiras terão papel social importante, pois podem apresentar soluções para a capacitação dos profissionais do agronegócio através da promoção de cursos de curta duração promovidos por pesquisadores de diferentes áreas.

Estes cursos estão disponíveis numa plataforma online, no site maissoja.com.br na forma de startup (modelo de empresa ou negócio disponível pela internet com acesso a computadores ou smartphones que fornecem informações sobre atividades inovadoras no mercado onde o buscador/cliente pode escolher as informações de seu interesse, no caso o produto desta startup são os cursos e capacitações, na forma de vídeo aulas com o tema relacionado ao agronegócio, bem como informações técnicas a respeito do setor agrícola).

Gravações das vídeo aulas dos cursos à distância

O coordenador Adriano explica que junto do projeto estão a Agência de Inovação e Transferência Tecnológica - AGITTEC – UFSM, a Pulsar - Incubadora – UFSM, a Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED e o portal Mais Soja, empresa incubada na AGITTEC representada pelo engenheiro agrônomo Lucas Stefanelo sócio fundador do portal.

Para o coordenador Adriano a importância do projeto está na oportunidade de disseminar o conhecimento adquirido na academia para produtores agrícolas nas mais longínquas localidades, com a possibilidade de acesso que quase todos têm através da internet e que promove a inserção cada vez maior de pessoas voltadas à informação mais precisa, com menor gasto de recursos. Esta realidade nunca antes imaginada muda a vida do homem do campo tornando mais fácil o acesso às tecnologias e ao conhecimento.

O professor Adriano explica a importância da FATEC no desenvolvimento do projeto devido à fundação ser o elo entre a universidade e as empresas privadas, dando suporte para que os professores possam realizar parcerias com empresas da iniciativa privada de maneira legal e transparente.

Kelly Martini – MTb. 137.25
Assessora de Imprensa da FATEC