I Simpósio em Biogerontologia da UFSM foca na prevenção e no tratamento de doenças do envelhecimento.

quinta, 11 de outubro de 2018.

 

I Simpósio em Biogerontologia da UFSM foca na prevenção e no tratamento de doenças do envelhecimento

Capa da revista Saúde é Vital - da Editora Abril, edição setembro de 2018, na qual a professora Drª Ivana fala sobre alimentos da dieta amazônica.

O projeto “I Simpósio de Biogerontologia e Saúde” é uma atividade de extensão apoiado pelo Programa de Pós-Graduação em Gerontologia – PPG relacionado a realização do Pós-Doutorado PNPD – Capes – Laboratório de Biogenômica e as ligas acadêmicas de Geriatria e Gerontologia, Patologia e Genética Medicina do Exercício e Esporte da UFSM e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia  seccional do RS. O evento presidido pela professora Drª. Beatrice Mânica da Cruz, coordenadora do PPG Gerontologia e do Laboratório Biogenômica e coordenado pela pós-doutoranda do PPG Gerontologia Fernanda Barbisan. O I Simpósio ocorreu nos dias 14 e 15 de setembro, no auditório Wilson Aita, no prédio 07, no Centro de Tecnologia – CT.

O I Simpósio de Biogerontologia e Saúde da UFSM foi idealizado dentro da perspectiva de construir um espaço científico qualificado, a partir de pesquisas conduzidas no Brasil e no mundo com o objetivo de: difundir e popularizar o conhecimento na área da Biogerontologia, permitindo que: mais pessoas tenham acesso aos avanços científicos relacionados a patologias e tratamentos de disfunções do envelhecimento; e disfunções do envelhecimento;

A coordenadora do projeto professora Ivana explica que o atual ritmo de envelhecimento da população mundial foi caracterizado pela ONU - Organização das Nações Unidas, em 2015 como: sem precedentes, penetrante, por ser um fenômeno que afeta todos os países, duradouro, já que não será possível o retorno para uma população predominantemente jovem como existia nos tempos em que nossos ancestrais viveram. Este aumento de idosos na população é conseqüência direta da diminuição das taxas de fecundidade (número de filhos por mulher) e da mortalidade infantil, que faz com que, cada vez mais existam pessoas adultas e idosas.

A professora Ivana Beatrice Mânica da Cruz e a aluna Beatriz Sadigursky,
do curso de Medicina, nos preparativos para gravação do Programa Bem Estar da Rede Globo.

No Brasil a população que na década de 90 era predominantemente jovem, está sendo significativamente alterada para pessoas com mais de 60 anos de idade (Miranda et al., 2016). De acordo com dados divulgados pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2013, a população com faixa etária superior aos 65 anos, deve quadruplicar até 2060 alcançando 58,4 milhões (26,7% do total de brasileiros), sendo que a expectativa média de vida deverá aumentar de 75 para 81 anos. Portanto, estima-se que a expectativa de vida global deva saltar dos atuais 68,6 anos para 76,2 anos em 2050. 

O fato de as pessoas estarem vivendo mais tempo, não significa necessariamente que elas estejam vivendo de forma mais saudável e com maior qualidade de vida na sua velhice. Isso porque, com a idade aumentam os riscos de aparecimento de doenças crônicas não-transmíssiveis - DCNTS, incluindo as neuropsiquiátricas e demências que possuem grande impacto para o indivíduo, para a família e entorno social. Este é o caso da depressão, que é uma das doenças que possui alta prevalência na população idosa, e que atua sob um efeito cascata aumentando a carga de morbimortalidade, enquanto que diminuem a qualidade de vida dos seus portadores segundo dados informados pela ONU. O grande desafio das próximas décadas, é lidar com demências e transtornos psiquiátricos cada vez mais prevalentes na sociedade. A coordenadora Ivana explica que o envelhecimento é um grande desafio para os pesquisadores. Como já foi comentado, está é uma realidade crescente o acometimento de doenças no cérebro que ocorrem durante o envelhecimento.

A professora explica que o envelhecimento não é uma doença, mas é o último estágio ou fase do desenvolvimento humano, algo que não pode ser parado ou revertido, mas pode ser desacelerado e amenizado com medidas preventivas, oportunizando uma vida mais saudável durante esse tempo.

Alimentos ideais para uma boa dieta.

O I Simpósio de Biogerontologia e Saúde foi um evento pioneiro nesta área no Brasil e trouxe estudos dos últimos 20 anos. Diferente do que se imagina, o envelhecimento é biológico e não cronológico, ou seja, a idade não é fator preponderante para se parecer mais velho, mas sim, levar em consideração fatores que desencadeiam os processos de envelhecimento, o que pode ser mais lento ou mais rápido em cada indivíduo. O fator ambiente em que o indivíduo está inserido influencia fortemente no processo de envelhecimento, ou seja, o modo de vida, dieta, a prática de exercícios, apresença do estresse afetam no processo de envelhecer. 

 A professora Fernanda Barbisan, explica o teor multidisciplinar do evento com um olhar atento aos processos do envelhecimento humano e seus fatores de aceleração. Este primeiro evento buscou a interdisciplinaridade tanto na área gerontológica, quanto dos estudos em Biogerontologia, sendo organizado em áreas temáticas apresentadas sob forma de mesas–redondas trazendo debates importantes sobre quatro grandes temas guiaram o evento: o neuroenvelhecimento, a dieta, a atividade física e os cuidados paliativos. Além das palestras proferidas por importantes pesquisadores foram apresentados 128 trabalhos científicos sob a forma de resumo, e aos três melhores trabalhos foram entregues a menção honrosa em Bigerontologia Sir Peter Medawar.A coordenadora comenta a importância da equipe organizadora composta por alunos de graduação e pós-graduação do PPG Gerontologia, Laboratório Biogenômica e ligas acadêmicas apoiadoras e da FATEC na intermediação do projeto e auxílio nos tramites legais e execução, explica.

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Kelly Martini – MTb 137.25
Assessora de Imprensa da Fatec