Projeto do Departamento de Ciências Florestais - UFSM promove a recuperação de áreas degradadas através de técnicas de Engenharia Natural.

quarta, 21 de junho de 2017.

O projeto “Engenharia Natural / Bioengenharia de Solos” que vem sendo desenvolvido há mais 4 anos, tem como coordenador o professor Dr. Fabrício J. Sutili, do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Santa Maria. A Engenharia Natural pode ser aplicada na perenização de cursos de água, estabilização de taludes, tratamento de voçorocas e controle de processos erosivos superficiais dos solos, através do emprego de material vegetal (vivo) como elemento construtivo e combinado com estruturas inertes e modelos tradicionais de engenharia. Essas técnicas podem auxiliar nos projetos de recuperação de áreas degradadas ou mesmo de restauração ecológica.

O projeto tem como objetivo o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos modelos de intervenção da Engenharia Natural. Além disso, também pesquisa espécies vegetais nativas que apresentem características biotécnicas com potencial para serem utilizadas em intervenções técnicas. A mais de uma década existe um esforço da Universidade Federal de Santa Maria, no acumulo de informações e experiências no ramo da Engenharia Natural. Atualmente passou a ocorrer uma busca da comunidade (iniciativa privada e pública) por informações relacionadas ao tema, o que justifica atitudes que busquem a transferência dos conhecimentos adquiridos e a contínua geração de novas informações na área. Durante esse projeto os conhecimentos existentes e adquiridos são levados à comunidade extra acadêmica através de trabalhos de extensão, palestras, cursos, realização de estágios e consultorias.

Este projeto auxilia na colaboração com prefeituras, outras universidades e associações profissionais, além de desenvolver ações de prestação de serviço a instituições públicas e privadas em áreas localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo que precisam de assistência específica, e conta, até o momento, com a parceria das empresas Engie, Petrobras, Transpetro e Corsan. As ações contemplam a realização de projetos e acompanhamento de obras de Engenharia Natural onde são executadas técnicas para controle de processos erosivos superficiais, estabilização hidráulica e geotécnica, bem como, o seu monitoramento após execução. Até o momento a equipe desenvolveu projetos que foram implementados em obras de estabilização de cursos de água em áreas de travessias dutoviárias e na proteção e revestimento vegetal de taludes em rios e lagos de usinas hidrelétricas.

O professor Sutili explica que o projeto já contou com a participação de nove alunos de graduação, três de mestrado e três de doutorado.
Para o coordenador do projeto a FATEC é fundamental na gestão dos recursos financeiros, nos desembaraços burocráticos e na segurança jurídica das relações da UFSM com empresas.

Evolução da intervenção de revestimento e proteção com técnicas de Engenharia Natural nas encostas a jusante do vertedouro da Usina Hidrelétrica de Itá.
Técnica de enrocamento vegetado para estabilização da base das encostas da Usina Hidrelétrica de Itá, imediatamente após execução (à esquerda) e 9 meses após execução (à direita).
Técnica de biorretentor de coco vegetado utilizado nas encostas da Usina Hidrelétrica de Itá, imediatamente após execução (à esquerda) e 9 meses após execução (à direita).
Plantio de mudas nativas para revestimento vegetal das encostas da Usina Hidrelétrica de Itá, imediatamente após execução (à esquerda)
e 6 meses após execução (à direita).
Utilização de feixes vivos para drenagem lateral de estrada de acesso às encostas da Usina Hidrelétrica de Itá, imediatamente após execução (à esquerda) e 7 meses após execução (à direita).