FATEC - FATEC privilegia alta performance em atletas que irão às Olimpíadas de 2016 e desenvolve alternativas nos casos de doenças crônicas

FATEC privilegia alta performance em atletas que irão às Olimpíadas de 2016 e desenvolve alternativas nos casos de doenças crônicas

Postado em 06/11/2014.

Foco, energia e desempenho são quesitos importantes para todo atleta que deseja alcançar a meta: vencer e conquistar medalhas. Pensando em melhorar o desempenho tanto de pacientes com graves problemas de saúde quanto no aumento do desempenho olímpico dos atletas, o Centro de Educação Física e Desporto - CEFD da UFSM, a FATEC juntamente com um grupo de professores preocupados em melhorar a saúde das pessoas: pacientes e atletas, solucionando dificuldades de doenças, como ampliar o número de medalhas nas Olímpiadas de 2016.  Entre os visionários da empreitada, estão os professores Luiz Osório Cruz Portela e o Dr. Cardiologista Jorge Luiz Palma Freire, Especialista em Medicina Intensiva, e coordenador do projeto, que cuidam dos aspectos metodológico e clínico – terapêuticos, tendo como objetivo aumentar a performance de atletas que participarão das Olímpiadas de 2016, e pacientes com problemas de hipertensão arterial, cardiovascular, alergias, entre outras doenças.

O MÉTODO   

Os projetos são desenvolvidos no laboratório do CEFD e ocorrem em altitude simulada (em ar normal, o ser humano respira em 21 a 22 % de oxigênio presente, o que ocorre nos treinos é que baixando para 14% com o uso de máscara os atletas treinam em Hipoxia, que nada mais é que a redução de oxigênio no ar) e ao respirar com oxigênio reduzido a pessoa educa o organismo a receber essa menor quantidade, um exemplo disso é quando jogadores de futebol do Brasil jogam em países de maior altitude como Peru e Chile, os atletas tem uma dificuldade para respirar, dor de cabeça, sangramento pelo nariz, falta de ar, ao contrário o que ocorre quando desportistas jogam no Brasil, sentem maior facilidade ao respirar, uma sensação de mais ar no pulmão.

No CEFD – UFSM, o projeto trouxe a participação de clubes de futebol, a seleção de canoagem, o nado sincronizado, a esgrima.              O treino em Hipoxia exige mais do aparelho cardiovascular, porque imprime maior dificuldade para pessoa que respira oxigênio reduzido.  

Segundo o Dr. Jorge Luiz, coordenador do experimento financiado pelo Ministério dos Esportes, o laboratório é um exemplo em tecnologia, é o único do Brasil e o primeiro das Américas que simula em altitude, a temperatura, a umidade relativa do ar, que varia de -40C a 30C, em uma esteira gigante que possibilita exercícios de pacientes e atletas, ciclistas, cadeirantes, em caminhada de subidas e descidas, alternadas o que acaba por obter resultado melhorado no treinamento consequentemente na performance em todos os níveis.

A APLICAÇÃO

Em parte, a pretensão da pesquisa é treinar as seleções para as Olimpíadas de 2016, o CEFD já recebeu equipes de ciclismo, a seleção brasileira juvenil de triátlon (corrida, natação e ciclismo) e ciclismo. A aplicação do método é simples, interfere diretamente em doenças crônicas como a hipertensão arterial e sistêmica, diabetes, doenças reumáticas, reabilitação neurológica e cardiovascular, alergias. Em ambos os casos, atletas e pacientes, recebem acompanhamento e supervisão de profissionais da saúde no CEFD.

Método THI - Treinamento Hipoxico Intermitente - seções com resultados promissores em doenças degenerativas, que não possuem tratamento ou de alguma forma terão uma alternativa, uma possibilidade de combater a doença. A Doença de Machado Joseph é um exemplo, o paciente perde gradativamente os movimentos, levando à morte de maneira prematura, quando os músculos deixam de exercer suas funções, o que ocorre é a estagnação da doença através do retrocesso dos sintomas.

Método do Diagnóstico Precoce de Doenças Isquêmicas do Coração - diagnostico das enfermidades cardíacas antes da manifestação no organismo, ao realizar testes em Hipoxia, o diagnóstico prevê a ocorrência das doenças e a necessidade ou não da utilização de medicamentos. São seis meses de treinamento que equivale de três a seis meses de melhora significativa no tratamento da doença, o método é aliado sempre ao acompanhamento de profissionais da saúde.

Método da Síndrome Metabólica -  doenças como a obesidade, diabete, dislipidemia - aumento do colesterol que influencia no metabolismo do paciente como triglicerídeos alto, hipertensão arterial, sedentarismo, má nutrição e genética são distúrbios diagnosticados através do treinamento em Hipoxia que aliado à atividade física supervisionada elimina o uso de medicamentos, somente com a prática de exercícios.

Em outro laboratório, no qual os equipamentos foram obtidos através do Ministério das Ciências e Tecnologia, a simulação de Hipoxia acontece em altitude, numa sala totalmente desinfetada de germes. O método observa os resultados do tratamento dos pacientes e do treinamento de Militares. A Base Aérea de Santa Maria, inclusive, está em processo de formalização do convênio junto à UFSM, os pilotos no interior dos caças, sofrem a ausência do oxigênio, ocorre a desorientação, a confusão mental e de raciocínio. A capacidade de gerir essas dificuldades é a diferença entre a vida e a morte do piloto, e a preservação do equipamento de trabalho.

O trabalho pioneiro dos professores do CEFD, não registra até o momento, nenhum episódio de efeitos colaterais, pelo contrário, no tratamento de idosos a verificação da pressão arterial e a frequencia cardíaca são monitoradas individualmente por 24 horas juntamente com a presença de profissionais da saúde.  O tratamento nestes casos, busca diminuir aos poucos o uso de medicamentos, e quem sabe, a eliminação por completo, numa abordagem bastante otimista, algo provável, segundo o professor, a longo prazo.

VOCÊ SABIA QUE:

- Hipoxia – redução de oxigênio na respiração.

- Observação clínica - o médico assiste o paciente, realiza o monitoramento dos sinais vitais, e, prescreve ou extingue o uso de medicamentos durante ou após o treino/tratamento sob o que segue com a orientação do prof. Dr. Jorge Luiz.  

- Observação cinética - supervisão da prática motora, na realização, repetição e intensidade dos movimentos durante o exercício do experimento sob a orientação do prof. Osório.

- Treino em altitude elevada – menor concentração de oxigênio, que exige a adaptação do organismo que está acostumado a uma realidade e passa às condições adversas em que vai exigindo mais do corpo, do aparelho respiratório e cardiovascular, testando os limites do organismo.  

 

Assessora de Imprensa

Kelly Martini

MTb 137.25

 




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