FATEC - 1º SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho da FATEC

1º SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho da FATEC

Postado em 11/11/2015.

Segundo dia – 10 de novembro de 2015

Palestra sobre DST – Enfermeiro do Trabalho Wendel Mombaque dos Santos

Um assunto que aparentemente as pessoas tem muita resistência, mas que a cada oportunidade, sempre se tem muito a aprender. Esta foi a impressão e os comentários sobre as explicações acerca da temática abordada, na palestra do Enfermeiro do Trabalho Wendel Mombaque dos Santos, sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis que são mais graves e mais frequentemente de contaminação através das relações sexuais sem preservativos e através do uso compartilhado de seringas e da transfusão de sangue, que esteja contaminado.

O enfermeiro Wendel explicou que a Hepatite B e C e a Tuberculose são doenças tão infecciosas quanto a Aids. No caso da Tuberculose o tratamento dura até seis meses, sem interrupção, senão terá de ser retomado do início. A Hepatite C é igualmente tratada com retrovirais. Após o diagnóstico é necessário realizar o acompanhamento médico, e realizada a adequação ao uso dos medicamentos e principalmente, e tão importante, é que o paciente possa contar com o auxílio da família e amigos, o que é de é fundamental relevância, salientou o enfermeiro, para que o tratamento tenha a eficácia precisa. Ações como usar corretamente o coquetel, sem que nunca seja interrompido os procedimentos ambulatoriais, garantem eficácia de até 95% do tratamento dependendo também da adesão as instruções pelo profissional da saúde. 

Especula-se que os primeiros casos de Aids no mundo, tenham surgido em 1979, num surto, e que pela inabilidade, desconhecimento e incompreensão da doença, ocasionou logo num surto, numa pandemia. Em dados obtidos no Ministério da Saúde no ano de 2013, os países com maiores casos são os EUA, no Haiti e na África Central. No Brasil, o primeiro caso foi diagnosticado em 1982. Mas a Aids não é mais vista como antes. O Brasil é o único país a fornecer pelo Sistema Único de Saúde – SUS, o coquetel de sobre vida, e a medicação tem sido bastante eficaz se obedecida as condições ideais para o uso, a partir da detecção da doença que deve ser rigorosamente seguida e aderida.

A pesquisa do enfermeiro Wendel foi realizada no Hospital Universitário de Santa Maria – HUSM, com 179 pacientes, o que culminou em palestra que ilustra ainda dados alarmantes, mesmo com a diminuição nos índices iniciais, que começaram a contar apartir dos anos 80, devem ser muito bem analisados, pois a questão ainda é de prevenção.

Dados:

50,8% são homens,

43,21 anos é a idade média dos soro positivos,

51,4 são solteiros,

56,4% possuem o ensino fundamental,

68,2 contraíram a doença por via sexual,

Fatores que interferem na adesão do tratamento: a escolaridade, quanto maior a renda, maior é a adesão, quanto menor a carga viral, menor a necessidade de utilização de medicamentos.

O uso de medicação psiquiátrica em casos de depressão é fundamental para a adesão em pacientes com instabilidade emocional. O enfermeiro alerta que todo indivíduo têm o direito de realizar o teste que sai em até 30 minutos, a medicação após a confirmação do diagnóstico é gratuita e de direito do paciente. Mães com HIV devem tomar o coquetel durante a gestação e depois, de ganhar o bebê, e o bebê deve tomar a medicação para não desenvolver a doença. Discriminar as pessoas portadoras do vírus HIV é crime. Não são apenas os profissionais do sexo e dependentes químicos que são possíveis portadores e transmissores da doença, mas toda pessoa que pratica sexo sem preservativo e compartilha seringas.

Wendel reitera que, a melhor medida é a proteção, e se houver diagnóstico positivo, o paciente necessita muito do acompanhamento e do apoio da família, junto do uso do medicamento e do tratamento. A América Latina possui 1,7 milhões de infectados. O Brasil possui 370 mil pessoas com a doença e Santa Maria é a 10ª cidade do país em número de doentes. Segundo o enfermeiro Wendel "a conscientização, a prevensão e o cuidado são ainda os melhores remédios" 

Kelly Martini

137.25

Assessoria de Imprensa da FATEC




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