FATEC - Projeto de P&D desenvolvido na UFSM em parceria com a UFSC contribui para alterações na Resolução 482/2012 que trata da micro e mini-geração de energia a partir de biogás

Projeto de P&D desenvolvido na UFSM em parceria com a UFSC contribui para alterações na Resolução 482/2012 que trata da micro e mini-geração de energia a partir de biogás

Postado em 15/12/2015.

Grupo de pesquisa da UFSM participou de audiência pública da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, em Brasília, ocorrida em 18 de junho de 2015, com o objetivo de contribuir para a revisão da Resolução Normativa 482/2012, que trata da micro e mini-geração de energia elétrica. O doutorando Wagner Brignol e o mestrando Rodrigo Motta de Azevedo, ambos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Maria, participaram da audiência e defenderam as contribuições do Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência – CEESP - UFSM. A proposta da UFSM pode ser acessada na página da ANEEL, no LINK.

O Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência - CEESP da UFSM junto à ELETROSUL e em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, CERTI, EMBRAPA e ITAI desenvolve desde agosto de 2013 o projeto de P&D Estratégico P14 (Chamada nº 014-2012 – ANEEL), que se denomina Arranjo Técnico e Comercial para Geração de Energia Elétrica conectada à Rede a partir do Biogás oriundo de dejetos de suínos no município de Itapiranga em Santa Catarina. Este projeto é coordenado na Universidade Federal de Santa Maria, pela professora e Drª Luciane Neves Canha do PPGEE/CEESP da UFSM. O projeto vem sendo desenvolvido no município de Itapiranga-SC e pretende desenvolver um arranjo técnico e comercial para a geração de energia elétrica a partir do biogás, oriundo de dejetos suínos provenientes de uma associação cooperativa de suinocultores.

As pesquisas realizadas pela UFSM no P14 levantaram uma série de questionamentos à RES 482/2012 que trata da Micro e Minigeração de Energia e criou o Sistema de Compensação de Energia, sobretudo em relação à geração compartilhada em cooperativas ou associações, que é o caso da minigeração que faz parte do P&D desenvolvido em Itapiranga. Destes questionamentos resultou uma proposta de alteração da RES 482/2012 elaborada pela UFSM e que foi apresentada pelo doutorando do CEESP Eng. Wagner Brignol, na Audiência Pública da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, em Brasília. O resultado da Audiência Pública foi que a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL aprovou, a Resolução Normativa Nº 687, de 24 de novembro de 2015 que altera a Resolução Normativa nº 482, de 17 de abril de 2012, e os Módulos 1 e 3 dos Procedimentos de Distribuição – PRODIST.

O que ditam as novas regras

 

 

 

 

 

A partir das novas regras, será permitido o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada até 75 quilowatts (KW) e minigeração distribuída aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras. Outra inovação da norma diz respeito à possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nessa configuração, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores. A ANEEL criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem a micro ou a minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados, o que foi apresentado na audiência pública no mês de julho em Brasília.

O que isso significa para os consumidores o resultado do projeto de P&D estratégico P14

Geração de energia renovável – proveniente de dejetos suínos,

Energia limpa - redução da quantidade gases de efeito estufa ao meio ambiente,

Baixo custo – a possibilidade de um grupo de consumidores reunidos em uma cooperativa ou associação gerarem sua própria energia contribuirá para disseminação da geração distribuída a partir da biomassa e de outras formas de geração como a solar e a eólica, o que resulta na economia para os clientes das concessionárias, ampliação das fontes renováveis na matriz energética brasileira e traz possibilidades para melhoria da qualidade no fornecimento da energia elétrica. 

 

 

 

 

 

 

A proposta realizada pela UFSM e que contribuiu para a alteração da RES 482/2012 ANEEL pode ser acessada na página da ANNEL, no LINK.

O desenvolvimento desta pesquisa resultou na premiação do artigo intitulado “Diversificação da Matriz Energética a partir da Conexão de Fontes de Geração Distribuídas Abastecidas com Biogás de Dejetos Suínos” que foi premiado dentre os melhores trabalhos apresentados no IX CBPE - Congresso Brasileiro de Planejamento Energético - Políticas Energéticas para a Sustentabilidade realizado entre os dias 25 a 27 de agosto de 2014, em Florianópolis – SC. Segundo a coordenadora do projeto a colaboração permanente da Fundação de Amparo à Tecnologia e Ciência – FATEC, é de extrema importância pois coopera no desenvolvimento e gerenciamento dos mesmos.

Kelly Martini
MTb 137.25
Assessora de Imprensa da FATEC




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