FATEC - Projeto do CCR – UFSM desenvolve vacina diferencial para bovinos

Projeto do CCR – UFSM desenvolve vacina diferencial para bovinos

Postado em 23/02/2016.

O projeto denominado “Construção e caracterização de um vírus recombinante do herpesvírus bovino tipo 1 defectivo no gene da glicoproteína para desenvolvimento de uma vacina diferencial”, tem como objetivo criar uma vacina contra a rinotraqueíte infecciosa bovina, uma das principais doenças de bovinos.

Coordenado pelo Médico Veterinário, PhD em Virologia do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da UFSM, professor Eduardo Furtado Flores, o projeto teve início em janeiro 2015 tem estimativa de conclusão em dezembro 2016.

O trabalho conta com a parceria do Laboratório Biovet/SA e tem o objetivo de produzir vacina com marcador antigênico para o herpesvírus bovino tipo 1 (BoHV-1), um dos principais vírus de bovinos e que causa enormes prejuízos a produção pecuária. A vacina é necessária para impulsionar a estratégia de prevenção da infecção e redução de perdas. Também participam do projeto os professores Drs. Rudi Weiblen, pós-doutores Marcelo Weiss e Juliana Cargnelutti e o doutorando Mathias Martins do Programa de Pós-Graduação da UFSM.

Habitualmente o que ocorre com as vacinas comuns ou tradicionais é que essas, não permitem a diferenciação sorológica entre animais infectados e vacinados, o que dificulta a implementação de programas de controle e erradicação das doenças. Isso também dificulta o comércio internacional e exportação de animais e subprodutos.

As vacinas com marcadores antigênicos, que permitem essa diferenciação, são utilizadas há décadas nos Estados Unidos e Europa. No entanto, aqui no Brasil elas não estão disponíveis, pois não existem no comércio brasileiro.

Dessa forma o projeto de “Construção e caracterização de um vírus recombinante do herpesvírus bovino tipo 1 defectivo no gene da glicoproteína para desenvolvimento de uma vacina diferencial” busca trabalhar numa vacina diferencial contra o BHV-1, que seja eficaz na indução de proteção e que permita a diferenciação sorológica.

Observa-se que essa vacina terá grande impacto na prevenção e no controle da enfermidade e possui um caráter inovador e grande potencial mercadológico. Fora isso, a realização do projeto permitirá a implementação de tecnologia de manipulação genética de vírus com fins diversos, a capacitação de pessoal (mestrandos e doutorandos), fomentando a pesquisa no país. O Brasil possui um rebanho bovino de mais de 200 milhões de animais, sendo o maior rebanho comercial do mundo. Estima-se que essa vacina possa trazer grande contribuição para a melhoria da sanidade desse rebanho.

Legenda – Figura: Células infectadas com o BoHV-1 recombinante a ser usado como vacina com marcador antigênico. Para a seleção dos recombinantes é inserido um gene que emite luz fluorescente quando exposto à luz ultravioleta, como mostra a foto.

O domínio da tecnologia de manipulação genética permitirá a produção de outras vacinas recombinantes para uso em animais, colocando o SV/UFSM na vanguarda desses processos no Brasil.


Por outro lado, a parceria com o Biovet/SA permitirá uma pronta transferência de tecnologia visando a produção industrial da vacina tão pronto esteja aprovada testada. A partir daí, percebe-se que haverá um grande benefício para a classe produtora, que disporá de mais um produto biológico para aumentar a sanidade dos rebanhos bovinos brasileiros, desenvolvidos sob tecnologia brasileira. Isso tudo amparado e respaldado pela FATEC e seus colaboradores.

Kelly Martini
MTb 137.25
Assessora de Imprensa da FATEC




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