FATEC - X Dia de Campo - Utilização intensiva e sustentável de área de várzea na UFSM

X Dia de Campo - Utilização intensiva e sustentável de área de várzea na UFSM

Postado em 29/02/2016.

O Grupo de Pesquisa em Arroz e Uso Alternativo de Várzea – Gpai realizou neste dia 23 de fevereiro, sob a coordenação do professor Dr. Enio Marchesan o X Dia de Campo, sobre utilização intensiva e sustentável de áreas de várzea. Também prestigiaram o evento o Magnifico Reitor Paulo Burmann, o professor Irineo Zanella e Sandro Medeiros, Diretor e Vice do CCR, respectivamente, o diretor do Colégio Politécnico, professor Valmir Aita, entre outras autoridades e empresas do setor de rizicultura e soja. Estavam presentes produtores rurais das cidades da região e representantes do Instituto Rio-grandense do Arroz – IRGA, bem como, de diversas empresas privadas.

O evento teve início às 9 horas da manhã, em local de área didático experimental de várzea do Departamento de Fitotecnia da UFSM e se estendeu até ao meio dia, e, durante esse período era possível que os produtores rurais pudessem observar os experimentos, tirarem dúvidas, promovessem a interação com outros participantes e com os painelistas que expuseram em quatro estações montadas em campo, experiências e tecnologias apropriadas aos cultivares de arroz e soja.

As estações:

1.Soja em várzea: sistemas de implantação, plantas de cobertura e irrigação

Marcos Fritsch – Eng. Agrônomo Sol a Sol Planejamento e Consultoria Agropecuária.
Guilherme Vestena Cassol – Eng. Agrônomo Mestre e Doutorando do Programa de Pós-graduação em Agronomia da UFSM.

2.Manejo pós-colheita de áreas em uso de Fitotecnia da UFSM

Prof. Dr. Enio Marchesan do Departamento de Fitotecnia da UFSM
Fabio Pozzer – Produtor Rural do município de Dona Francisca
Relato de experiências no manejo de áreas com vírus do “enrolamento do arroz” Rice Stripe Necrosis Virus
José Mario Tagliapeta – Eng. Agrônomo Cooperativa Mista Nova Palma – CAMNPAL

3.Manejo de plantas daninhas resistentes e de herbicidas em arroz Clearfield

André da Rosa Ulguim – Eng. Agrônomo Mestre e Pesquisador de Herbologia no Instituto Rio Grandense do Arroz – IRGA
Maurício Limberger de Oliveira – Eng. Agrônomo Mestrando do Programa de Pós-graduação em Agronomia da UFSM

4.Cultivares de soja em várzea

Exposto por empresas que desenvolvem tecnologias específicas para este cultivar.

O X Dia de Campo: Com dois objetivos principais. O primeiro deles foi proporcionar a oportunidade da troca de experiências entre os segmentos da cadeia produtiva do arroz, especialmente entre os produtores e técnicos. O segundo objetivo é estimular os produtores a partir da observação no Dia de Campo, que eles utilizem e/ou adaptem as tecnologias em suas áreas. Sabe-se que as condições são bastante variáveis, por isso, estimula-se ideia “do cantinho da inovação” na sua lavoura. Esta proposta envolve estimular a criação de novas formas de fazer, tentando identificar outras alternativas, e com isso, desenvolver novas propostas tecnológicas.

Os Produtores: Para o agricultor Domingos Balconi, 62 anos, que possui propriedade em Palma 8º Distrito, que salienta ter começado a lida, ainda guri, e hoje, trabalha seus 50 hectares de arroz irrigado com maior facilidade por que, não perde uma palestra ou seminário ofertado pela Universidade Federal de Santa Maria, e que onde estiverem realizando experiências lá ele está. Já participou de Dia de Campo em Alegrete e outras localidades e comenta com muita satisfação que está sempre disposto a aprender. “Esta é uma boa oportunidade. Gosto muito de trocar ideias com o pessoal e com o professor Marchesan”. Balconi comenta que já experimentou cultivar soja, mas por não ter os maquinários específicos, ainda prefere o arroz, pois acredita que é melhor dedicar-se a um cultivar por vez. O maior desafio é vencer as doenças que afetam o arroz como o enrolamento da folha, mas teve muitas dúvidas sanadas nas explanações dos painelistas. “Dá tempo de perceber o problema com antecipação, partindo da observação sistematizada e do conhecimento adquirido”, enfatizou Balconi.

O rizicultor que desde os 15 anos dedica-se ao trato da terra e com o pai aprendeu o cuidado e a dedicação que precisa para se obter os melhores resultados, o agricultor Roger Luis Silva da Silva, 49 anos, do Passo do Verde, acredita que aprende muito e ainda repassa as informações aos vizinhos, que não podem ir ao evento, o que considera bastante importante dividir para somar.

O mais jovem em ambas as áreas, Ilídio Vendrúsculo, 75 anos, mas não menos experiente, por que passou a vida cultivando fumo em Dona Francisca, e agora, nos últimos dez anos tem se dedicado ao cultivo de 80 hectares de arroz e 80 hectares de soja, trabalho muito bem dividido e administrado por ele e seus dois filhos, ele acredita que “tudo que se pode aprender é muito bem-vindo para se melhorar na lavoura”.

O X Dia de Campo terminou com um fraterno almoço servido aos produtores rurais e convidados. A equipe do coordenador do evento professor Enio Marchesan, composto por alunos e professores foram os organizadores do almoço. O professor Enio proferiu sua fala no início das atividades do X Dia de Campo, ressaltando que “nada disso seria possível ser realizado: a criação de experimentos, empreendimentos, projetos e divulgação do conhecimento sem o trabalho de alunos e funcionários e o suporte e a intermediação de diversas empresas privadas e públicas como a FATEC, que serve de elo e suporte para as nossas realizações dentro da Universidade”, declarou o coordenador do evento professor Enio Marchesan.

Kelly Martini
MTb 137.25
Assessora de Imprensa da FATEC




Ver todas Notícias.

Desenvolvido por Fernando Denardin